TAXA DAS BLUSINHAS: Entenda como o setor coureiro-calçadista será impactado caso imposto seja extinto; veja vídeo sobre cenário nacional

Área: Fiscal Publicado em 24/04/2026

TAXA DAS BLUSINHAS: Entenda como o setor coureiro-calçadista será impactado caso imposto seja extinto; veja vídeo sobre cenário nacional

Abicalçados e Assintecal são signatárias de manifesto nacional contra o fim da cobrança

A mobilização pela manutenção da “taxa das blusinhas” conta com a participação da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). A entidade, com sede em Novo Hamburgo e que representa mais de 5 mil empresas, que geram cerca de 280 mil empregos diretos no Brasil, é uma das signatárias do Manifesto pela Isonomia Tributária.

Ao lado de outras entidades, representantes dos trabalhadores e de diversos setores da economia brasileira, a Abicalçados chama a atenção para o tema, ressaltando o seu impacto na atividade e na geração de empregos.

A cobrança de 20% em compras internacionais de até US$ 50, em vigor desde agosto de 2024, pode ser revogada em 2026. A informação circula nos bastidores do governo federal. 

Em outubro do ano passado, a isenção dos importados já estava em debate na Câmara dos Deputados a partir de um projeto do deputado federal Kim Kataguiri.

No momento não há definição sobre o o fim da taxação, mas o tema ganhou força com a saída do ministro da Fazenda Fernando Haddad.

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Desafios seriam maiores

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o momento delicado pelo qual passa o setor seria ainda desafiador se não fosse a atual taxa aplicada às plataformas internacionais de e-commerce (de 40%, em média, somado o imposto de importação e o ICMS cobrado nos estados).

“Iniciamos 2026 com uma queda de 11% na produção, no bimestre. Nos meses mais recentes, além das dificuldades nas exportações, temos enfrentado o desaquecimento do consumo doméstico, problema que se soma à concorrência desleal das importações, que aumentaram mais de 20% em 2025 e iniciaram 2026 com incremento de 23,8% (em pares, no trimestre)”, ressalta Ferreira.

A Assintecal também assina o manifesto contra o fim da “taxa das blusinhas”. De acordo com a superintendente da Assintecal, Silvana Dilly, desde a adoção da tarifa de importação, os setores calçadista, de couros e de confecção sentiram um “alívio”, já que passaram a concorrer em condições mais justas com as plataformas internacionais.

“Diante de um momento delicado pelo qual passamos, o retorno da isenção poderia gerar graves problemas para a cadeia produtiva. Nós, enquanto representantes de empresas fornecedoras de materiais para couros e calçados, sentimos o efeito indiretamente”, diz a superintendente.

Fonte: abcmais.com