Redução de ICMS virou água no deserto com novo reajuste de combustíveis
Área: Fiscal Publicado em 28/06/2022
Foto: Divulgação Avançou no Congresso, ao longo da semana, o projeto do governo que limita em até 17% o teto do ICMS sobre combustíveis, energia e transporte coletivo.
Numa conta de padaria, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o impacto fiscal das medidas de desoneração será de R$ 25 bilhões a R$ 50 bilhões. Dobrar a meta quando chegar à meta, lembra?
Nunca Bolsonaro precisou tanto do Posto Ipiranga, a rede de postos, não o economista, para se reeleger.
A situação econômica do país, com baixo crescimento, renda das famílias em queda e escalada inflacionária, será determinante para a decisão do voto dos eleitores em outubro. E esse cálculo não tem sido favorável ao capitão.
Ele projetava que o novo teto do ICMS aliviasse o preço dos combustíveis nos postos, mas talvez o esforço de tal impacto fiscal não tenha tempo de ser sentido no bolso do consumidor/eleitor.
Na sexta-feira (17/6), a Petrobras anunciou um novo reajuste nos preços dos combustíveis. O litro da gasolina nas refinarias vai subir de R$ 3,86 para R$ 4,06 por. Já o diesel passará de R$ 4,91 para R$ 5,61.
O reajuste de 14,26% acontece após três meses da última correção. Em março, o aumento foi de 18,7%.
A nova alteração contou com a anuência dos representantes do governo no Conselho de Administração da estatal.
Com a cara mais lavada, Bolsonaro não demorou a vir a público dizer que a Petrobras pode “mergulhar o Brasil num caos”. O hoje presidente citou como exemplo o que aconteceu com a greve dos caminhoneiros em 2018, na qual Bolsonaro, então deputado e já candidato a Planalto, surfou e deu apoio. Agora se assombra com as “consequências nefastas para a economia e a vida do nosso povo”.
Greve de caminhoneiros por causa do preço do diesel e da gasolina era refresco em 2018. Hoje é um barril de incêndio.
Sabendo disso, ele já cortou e jogou para a plateia as cabeças do ministro de Minas e Energia e de ex-presidentes da estatal indispostos (ou incapazes) de segurar os preços como ele gostaria. Uma congeladinha de de dois ou três meses, como ele e seu Posto Ipiranga, o ministro, não o da rede, sugeriram a donos de supermercado a poucos dias.
Sobre o impasse, o coordenador-gera da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, já sinalizava em nota à imprensa no começo da semana: o projeto de redução do ICMS recém-aprovado no Senado era nada mais do que uma medida eleitoreira que não reduzirá a escalada de preços.
Isso porque a origem da disparada é um totem que Bolsonaro não quer ou não pode mexer: o preço de paridade de importação.
Para Bacelar, o sacrifício em Saúde e Educação nos estados para bancar a desoneração não teria qualquer efeito enquanto seguirem intocáveis os dividendos de acionistas privados da Petrobras.
O reajuste nos combustíveis colocou todos esses esforços no chão. Bolsonaro achou que estava aguando com um caminhão-pipa de dinheiro público o terreno da vitória. Estava apenas regando o deserto.
Fonte: Yahoo Noticias NULL Fonte: NULL
Numa conta de padaria, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o impacto fiscal das medidas de desoneração será de R$ 25 bilhões a R$ 50 bilhões. Dobrar a meta quando chegar à meta, lembra?
Nunca Bolsonaro precisou tanto do Posto Ipiranga, a rede de postos, não o economista, para se reeleger.
A situação econômica do país, com baixo crescimento, renda das famílias em queda e escalada inflacionária, será determinante para a decisão do voto dos eleitores em outubro. E esse cálculo não tem sido favorável ao capitão.
Ele projetava que o novo teto do ICMS aliviasse o preço dos combustíveis nos postos, mas talvez o esforço de tal impacto fiscal não tenha tempo de ser sentido no bolso do consumidor/eleitor.
Na sexta-feira (17/6), a Petrobras anunciou um novo reajuste nos preços dos combustíveis. O litro da gasolina nas refinarias vai subir de R$ 3,86 para R$ 4,06 por. Já o diesel passará de R$ 4,91 para R$ 5,61.
O reajuste de 14,26% acontece após três meses da última correção. Em março, o aumento foi de 18,7%.
A nova alteração contou com a anuência dos representantes do governo no Conselho de Administração da estatal.
Com a cara mais lavada, Bolsonaro não demorou a vir a público dizer que a Petrobras pode “mergulhar o Brasil num caos”. O hoje presidente citou como exemplo o que aconteceu com a greve dos caminhoneiros em 2018, na qual Bolsonaro, então deputado e já candidato a Planalto, surfou e deu apoio. Agora se assombra com as “consequências nefastas para a economia e a vida do nosso povo”.
Greve de caminhoneiros por causa do preço do diesel e da gasolina era refresco em 2018. Hoje é um barril de incêndio.
Sabendo disso, ele já cortou e jogou para a plateia as cabeças do ministro de Minas e Energia e de ex-presidentes da estatal indispostos (ou incapazes) de segurar os preços como ele gostaria. Uma congeladinha de de dois ou três meses, como ele e seu Posto Ipiranga, o ministro, não o da rede, sugeriram a donos de supermercado a poucos dias.
Sobre o impasse, o coordenador-gera da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, já sinalizava em nota à imprensa no começo da semana: o projeto de redução do ICMS recém-aprovado no Senado era nada mais do que uma medida eleitoreira que não reduzirá a escalada de preços.
Isso porque a origem da disparada é um totem que Bolsonaro não quer ou não pode mexer: o preço de paridade de importação.
Para Bacelar, o sacrifício em Saúde e Educação nos estados para bancar a desoneração não teria qualquer efeito enquanto seguirem intocáveis os dividendos de acionistas privados da Petrobras.
O reajuste nos combustíveis colocou todos esses esforços no chão. Bolsonaro achou que estava aguando com um caminhão-pipa de dinheiro público o terreno da vitória. Estava apenas regando o deserto.
Fonte: Yahoo Noticias NULL Fonte: NULL