Nova regra do ICMS deve ser primeiro teste para política da Petrobras
Área: Fiscal Publicado em 01/06/2023 | Atualizado em 23/10/2023
Foto: Divulgação Cobrança de alíquota única sobre a gasolina e o etanol anidro vale a partir de amanhã.
A cobrança de uma alíquota única de ICMS sobre a gasolina e o etanol anidro a partir de quinta-feira (1º) deverá ser o primeiro teste para a nova política de preços da Petrobras, uma vez que a alteração tende a aumentar os preços nas bombas e não há espaço para queda nas refinarias se for seguido o Preço de Paridade de Importação (PPI). A visão de especialistas ouvidos pelo Valor é de que a mudança — será adotada uma alíquota unificada de R$ 1,22 por litro dos combustíveis em todos os Estados — pode jogar luz sobre pontos da nova política da companhia que ainda estão envoltos em dúvidas.
De acordo com a StoneX, a cobrança de R$ 1,22 por litro de gasolina e de etanol anidro representará, na média, um avanço de R$ 0,16 por litro na média brasileira. Haverá queda na cobrança do tributo apenas em três Estados: Alagoas, Amazonas e Piauí. A maior alta, de R$ 0,29 por litro, será no Mato Grosso do Sul, enquanto a maior queda, de R$ 0,11, será no Piauí.
Pedro Shinzato, analista de petróleo e derivados da StoneX, ressalta que atualmente, tomando-se por base o PPI, os preços da gasolina nas refinarias da Petrobras estão R$ 0,01 abaixo da paridade. Ou seja, para ficar no “zero a zero” a estatal deveria elevar os preços em R$ 0,01, ou uma alta de 0,35%. No caso do diesel, deveria haver um aumento de R$ 0,08, ou 2,65%, para se atingir a paridade. Em outras palavras, a companhia não poderá reduzir preços para compensar a alta média do ICMS caso queira continuar seguindo o PPI.
Fonte: valorinveste NULL Fonte: NULL
A cobrança de uma alíquota única de ICMS sobre a gasolina e o etanol anidro a partir de quinta-feira (1º) deverá ser o primeiro teste para a nova política de preços da Petrobras, uma vez que a alteração tende a aumentar os preços nas bombas e não há espaço para queda nas refinarias se for seguido o Preço de Paridade de Importação (PPI). A visão de especialistas ouvidos pelo Valor é de que a mudança — será adotada uma alíquota unificada de R$ 1,22 por litro dos combustíveis em todos os Estados — pode jogar luz sobre pontos da nova política da companhia que ainda estão envoltos em dúvidas.
De acordo com a StoneX, a cobrança de R$ 1,22 por litro de gasolina e de etanol anidro representará, na média, um avanço de R$ 0,16 por litro na média brasileira. Haverá queda na cobrança do tributo apenas em três Estados: Alagoas, Amazonas e Piauí. A maior alta, de R$ 0,29 por litro, será no Mato Grosso do Sul, enquanto a maior queda, de R$ 0,11, será no Piauí.
Pedro Shinzato, analista de petróleo e derivados da StoneX, ressalta que atualmente, tomando-se por base o PPI, os preços da gasolina nas refinarias da Petrobras estão R$ 0,01 abaixo da paridade. Ou seja, para ficar no “zero a zero” a estatal deveria elevar os preços em R$ 0,01, ou uma alta de 0,35%. No caso do diesel, deveria haver um aumento de R$ 0,08, ou 2,65%, para se atingir a paridade. Em outras palavras, a companhia não poderá reduzir preços para compensar a alta média do ICMS caso queira continuar seguindo o PPI.
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