Notícia - Contingente de trabalhadores com carteira está acima do pré-pandemia, aponta IBGE

Área: Pessoal Publicado em 01/07/2022 | Atualizado em 23/10/2023 Imagem coluna Foto: Divulgação
Fonte: Jornal Valor Econômico

Números mostram a continuidade da reação do mercado de trabalho formal, indica representante do instituto

O contingente de trabalhadores com carteira de trabalho assinada já está acima do pré-pandemia. Pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tinha 35,576 milhões de trabalhadores no setor privado com carteira no trimestre encerrado em maio de 2022, acima dos 34,930 milhões do período entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020, último trimestre sem efeito da pandemia no mercado de trabalho. É o segundo resultado seguido em que isso acontece, já que o total de pessoal ocupado com carteira no mercado tinha alcançado 35,247 milhões no trimestre encerrado em abril de 2022.

Os números mostram a continuidade da reação do mercado de trabalho formal, aponta a coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE, Adriana Beringuy. “Temos um processo de expansão de ocupação bastante intenso, tanto pela população formal como pela informal. Se no passado era fundamentalmente a informalidade que estava puxando, agora assiste tanto o lado formal e informal crescendo”, diz.

O total de 35,6 milhões de trabalhadores com carteira no trimestre até maio é reflexo de uma alta de 2,8% ante o trimestre anterior, de quase 1 milhão de pessoas (981 mil pessoas), e de um crescimento de 12,1% na comparação anual (mais 3,8 milhões de pessoas).

O grupo ajudou a impulsionar a população ocupada, que atingiu recorde de 97,5 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio, recorde para a série histórica, iniciada em 2012. Isso representa um avanço de 2,4% em relação ao trimestre móvel anterior, encerrado em fevereiro (mais 2,3 milhões de pessoas ocupadas).

Desse aumento de 2,3 milhões de pessoas ocupadas, a população informal respondeu por 803 mil pessoas, ou menos de um terço do total. Ao todo, o país tinha 39,129 milhões de trabalhadores informais, considerando quem trabalha sem carteira assinada (no setor privado ou trabalhador doméstico), aqueles que trabalham por conta própria (sem CNPJ), os empregadores sem CNPJ e aqueles que trabalham para a família sem rendimento (trabalhador familiar auxiliar).
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