Gasolina, IPVA, plano de saúde, energia e passagem aérea lideram pressões ao IPCA em 2023
Área: Fiscal Publicado em 15/02/2024Gasolina, IPVA, plano de saúde, energia e passagem aérea lideram pressões ao IPCA em 2023
A inflação oficial no Brasil desacelerou de 5,79% em 2022 para 4,62% em 2023, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas o que mais explica a alta de preços no país no ano passado?
A gasolina lidera o ranking dos principais vilões da inflação em 2023. Com alta de 12,09%, o combustível respondeu, sozinho, por 0,56 ponto percentual do IPCA no ano passado, ou 12,1% do total, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2022, o preço da gasolina tinha caído 25,76%. Naquele ano, o governo federal reduziu o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis, energia elétrica e comunicação por alguns meses, o que influenciou a trajetória de preços desses produtos naquele ano. Em 2023, houve reoneração dos impostos federais e mudança na cobrança do ICMS.
Em segundo lugar, vem emplacamento e licença, que engloba o IPVA, com alta de 21,22% em 2023, que teve influência de 0,53 ponto percentual no IPCA do ano. O valor do imposto sobre veículos acompanha a variação dos preços de automóveis novos do ano anterior, que subiu 8,19%.
A lista inclui ainda plano de saúde, cujo preço subiu 11,52% (0,43 ponto percentual); energia elétrica residencial (alta de 9,52% no preço e impacto de 0,37 ponto percentual) e passagem aérea (expansão de 47,24% no preço e 0,32 ponto percentual de influência).
Por outro lado, o item que individualmente mais ajudou a segurar a inflação em 2023 foi o gás de botijão, cujo preço caiu 6,89%, com impacto de 0,10 ponto percentual. O preço é definido pela Petrobras.
Também estão entre as pressões de baixa na inflação no ano passado automóvel usado (queda de 4,80% do preço e impacto de -0,09 ponto percentual), óleo de soja (recuo de 28% e influência também de -0,09 ponto percentual) e frango inteiro (retração de 10,12% do preço e impacto de -0,07 ponto percentual).
Fonte: Valor Econômico