Dólar pode ter sido catalisador da queda do preço da gasolina nas refinarias, diz Argus
Área: Fiscal Publicado em 18/07/2023 | Atualizado em 23/10/2023
Foto: Divulgação A Petrobras anunciou um corte de 4,66% no valor do litro nas distribuidoras, quase o mesmo percentual da queda registrada pela moeda americana, que caiu 5% desde o fim de maio
O recuo do dólar frente ao real na primeira metade de junho parece ter sido o “principal catalisador” para a redução de 4,66% no preço da gasolina nas refinarias, anunciada hoje pela Petrobras. A afirmação é de Amance Boutin, especialista de combustíveis da Argos, empresa especializada na produção de relatórios e análises de preços para o mercado de combustíveis. De acordo com a Argus, o real se valorizou 5% desde o fim de maio.
Ainda de acordo com Boutin, o preço negociado no mercado internacional “não mudou muito”, chegando até a se valorizar ao longo de junho. Em nota, a Argus ressalta que, no exterior, o desconto negociado pela gasolina padrão ANP se manteve próximo a US$ 0,50 por galão norte-americano para o produto entregue até os portos brasileiros.
O relatório da Argus lembra ainda que a Petrobras justificou o reajuste pela necessidade de “manutenção da competitividade dos preços da companhia frente às principais alternativas de suprimento dos seus clientes e a participação de mercado necessária para a otimização dos ativos de refino em equilíbrio com os mercados nacional e internacional”. Segundo o relatório, isso pode ser analisado à luz da competição com o principal concorrente da Petrobras no mercado doméstico, a Acelen, que está com uma boa disponibilidade de gasolina, e que também anunciou hoje uma redução de preços de até R$ 0,02 por litro em todas suas bases, com exceção de Ipojuca.
“A Petrobras precisa também escoar o volume adicional proveniente do aumento do fator de utilização de refinarias, que chegou a 95% em maio. Além disso, é importante lembrar que a Petrobras está competindo com etanol hidratado nas bombas, cuja disponibilidade aumenta com o avanço da safra do Centro-Sul”, diz a Argus, reforçando que esse mesmo aumento da disponibilidade de etanol, junto com a implementação do regime monofásico para o ICMS em 1º de junho, tende a melhorar a competitividade do etanol em relação à gasolina.
“Os dados da ANP apontam que os estados do MT e SP já estão com uma paridade de preços favorável ao biocombustível, com uma relação de preço etanol/gasolina abaixo de 70%. Os estados de GO, DF e MG estão próximos, oscilando entre 70% e 71%”, destaca a Argus.
Fonte: Valor Econômico NULL Fonte: NULL
O recuo do dólar frente ao real na primeira metade de junho parece ter sido o “principal catalisador” para a redução de 4,66% no preço da gasolina nas refinarias, anunciada hoje pela Petrobras. A afirmação é de Amance Boutin, especialista de combustíveis da Argos, empresa especializada na produção de relatórios e análises de preços para o mercado de combustíveis. De acordo com a Argus, o real se valorizou 5% desde o fim de maio.
Ainda de acordo com Boutin, o preço negociado no mercado internacional “não mudou muito”, chegando até a se valorizar ao longo de junho. Em nota, a Argus ressalta que, no exterior, o desconto negociado pela gasolina padrão ANP se manteve próximo a US$ 0,50 por galão norte-americano para o produto entregue até os portos brasileiros.
O relatório da Argus lembra ainda que a Petrobras justificou o reajuste pela necessidade de “manutenção da competitividade dos preços da companhia frente às principais alternativas de suprimento dos seus clientes e a participação de mercado necessária para a otimização dos ativos de refino em equilíbrio com os mercados nacional e internacional”. Segundo o relatório, isso pode ser analisado à luz da competição com o principal concorrente da Petrobras no mercado doméstico, a Acelen, que está com uma boa disponibilidade de gasolina, e que também anunciou hoje uma redução de preços de até R$ 0,02 por litro em todas suas bases, com exceção de Ipojuca.
“A Petrobras precisa também escoar o volume adicional proveniente do aumento do fator de utilização de refinarias, que chegou a 95% em maio. Além disso, é importante lembrar que a Petrobras está competindo com etanol hidratado nas bombas, cuja disponibilidade aumenta com o avanço da safra do Centro-Sul”, diz a Argus, reforçando que esse mesmo aumento da disponibilidade de etanol, junto com a implementação do regime monofásico para o ICMS em 1º de junho, tende a melhorar a competitividade do etanol em relação à gasolina.
“Os dados da ANP apontam que os estados do MT e SP já estão com uma paridade de preços favorável ao biocombustível, com uma relação de preço etanol/gasolina abaixo de 70%. Os estados de GO, DF e MG estão próximos, oscilando entre 70% e 71%”, destaca a Argus.
Fonte: Valor Econômico NULL Fonte: NULL