Dólar fecha em queda de 1,18% de olho em fiscal e equipe econômica
Área: Fiscal Publicado em 28/11/2022
Foto: Divulgação Em meio a um ambiente de baixa liquidez, o dólar encerrou o dia em queda firme de 1,18%, negociado a R$ 5,31 no segmento à vista. Mais uma vez, o mercado foi balizado pelo noticiário político, reagindo à notícia do adiamento da apresentação do texto da PEC da Transição. Também ajudaram os relatos de que o economista Persio Arida pode integrar o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que trouxe alívio para os investidores locais.
Na mínima do dia, o dólar foi a R$ 5,2996. Ao fim da tarde, no mercado externo, o índice DXY, que mede a força do dólar ante uma cesta de seis divisas principais, operava em queda de 0,21%, aos 105,850 pontos. Frente a emergentes, a moeda americana subia 0,18% ante o peso mexicano, 0,40% ante o rand sul-africano, mas caía 0,67% contra o peso chileno
Nesta quinta-feira, os relatos nas mesas de operação no mercado de que o ex-ministro Fernando Haddad, considerado o favorito para assumir o Ministério da Fazenda no futuro governo, tem sinalizado nos bastidores disposição em trabalhar com Persio Arida, que integra o governo de transição, deram aval à queda do dólar ao fim da manhã e a continuidade do movimento ao longo da tarde. No fim do dia, o real era a quarta divisa com maior valorização entre as 33 principais moedas globais, atrás do ringgit malaio, do sol peruano e do dólar taiwanês.
"O PT decidiu protocolar a PEC na próxima semana, graças aos diversos impasses nas negociações com o Congresso", escreveram os analistas do Banco do Brasil, enfatizando que ainda não estão definidos os acertos em relação ao valor final do "waiver" e o prazo para manter o Bolsa Família fora do teto de gastos.
Ao mesmo tempo, o feriado nos Estados Unidos e o jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo impactaram a liquidez dos mercados domésticos. “Em dias de baixa liquidez como hoje, que temos feriado de ação de graças nos Estados Unidos, mantendo as bolsas do mercado de títulos fechados por lá, e também a questão do jogo do Brasil aqui, alguns movimentos do mercado acabam sendo exacerbados", avalia o economista da Guide Investimentos Victor Beyrut. Ele pontua que as sinalizações do senador Jean Paul Prates (PT-RN), integrante do grupo técnico da transição de governo, sobre o futuro da Petrobras a partir do próximo governo e que foram bem recebidas pelo mercado.
Já em segundo plano, o mercado seguiu atento à ata da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano) do início deste mês, divulgada ontem. "Os investidores consideraram que a instituição adotou um tom mais "dovish em sua comunicação, o que significa que, em tese, a política monetária não deve ser tão restritiva quanto se esperava anteriormente. Isso implica dizer que os juros não devem subir tanto, reduzindo a atratividade dos títulos americanos e comprometendo o desempenho do dólar no mercado internacional", comenta Matheus Pizzani, economista da CM Capital.
Fonte: Valor econômico NULL Fonte: NULL
Na mínima do dia, o dólar foi a R$ 5,2996. Ao fim da tarde, no mercado externo, o índice DXY, que mede a força do dólar ante uma cesta de seis divisas principais, operava em queda de 0,21%, aos 105,850 pontos. Frente a emergentes, a moeda americana subia 0,18% ante o peso mexicano, 0,40% ante o rand sul-africano, mas caía 0,67% contra o peso chileno
Nesta quinta-feira, os relatos nas mesas de operação no mercado de que o ex-ministro Fernando Haddad, considerado o favorito para assumir o Ministério da Fazenda no futuro governo, tem sinalizado nos bastidores disposição em trabalhar com Persio Arida, que integra o governo de transição, deram aval à queda do dólar ao fim da manhã e a continuidade do movimento ao longo da tarde. No fim do dia, o real era a quarta divisa com maior valorização entre as 33 principais moedas globais, atrás do ringgit malaio, do sol peruano e do dólar taiwanês.
"O PT decidiu protocolar a PEC na próxima semana, graças aos diversos impasses nas negociações com o Congresso", escreveram os analistas do Banco do Brasil, enfatizando que ainda não estão definidos os acertos em relação ao valor final do "waiver" e o prazo para manter o Bolsa Família fora do teto de gastos.
Ao mesmo tempo, o feriado nos Estados Unidos e o jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo impactaram a liquidez dos mercados domésticos. “Em dias de baixa liquidez como hoje, que temos feriado de ação de graças nos Estados Unidos, mantendo as bolsas do mercado de títulos fechados por lá, e também a questão do jogo do Brasil aqui, alguns movimentos do mercado acabam sendo exacerbados", avalia o economista da Guide Investimentos Victor Beyrut. Ele pontua que as sinalizações do senador Jean Paul Prates (PT-RN), integrante do grupo técnico da transição de governo, sobre o futuro da Petrobras a partir do próximo governo e que foram bem recebidas pelo mercado.
Já em segundo plano, o mercado seguiu atento à ata da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano) do início deste mês, divulgada ontem. "Os investidores consideraram que a instituição adotou um tom mais "dovish em sua comunicação, o que significa que, em tese, a política monetária não deve ser tão restritiva quanto se esperava anteriormente. Isso implica dizer que os juros não devem subir tanto, reduzindo a atratividade dos títulos americanos e comprometendo o desempenho do dólar no mercado internacional", comenta Matheus Pizzani, economista da CM Capital.
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