Cotação do Etanol em SP Cai Mais de 2,5% em Semana de Fortes Vendas

Área: Fiscal Publicado em 30/07/2026

Cotação do Etanol em SP Cai Mais de 2,5% em Semana de Fortes Vendas

Indicadores do Cepea mostram menores valores nominais do ciclo atual para os tipos hidratado e anidro

REUTERS/Pilar OlivaresTanques de armazenamento de etanol em um terminal de combustíveis em Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro, Brasil, em 13 de julho de 2026

O preço médio do etanol nas usinas do Estado de São Paulo recuou mais de 2,5% na semana passada, em um período no qual elevados volumes de vendas foram registrados, de acordo com análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) publicada nesta segunda-feira.

Segundo dados do órgão da Esalq/USP, o volume de etanol hidratado comercializado pelas usinas no período foi o segundo maior da temporada 2026/27, iniciada em abril. De acordo com o Cepea, houve avanço nas vendas de 76,6% em relação à semana anterior (de 13 a 17 de julho) e de 73% frente a período equivalente em 2025.

O indicador de preço do etanol hidratado recuou 2,68% entre 20 e 24 de julho ante a semana anterior, para R$2,0764 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). Para o etanol anidro, o Cepea apurou R$2,3786/litro, baixa de 2,6% na mesma base de comparação.

Esses são os menores valores nominais dos produtos na temporada 2026/27. O centro-sul brasileiro está no meio de uma safra que poderá registrar uma produção recorde de etanol, com um aumento da moagem de cana e maior fabricação do combustível de milho.

“Algumas usinas já tinham feito vendas anteriormente e optaram por ficar fora do mercado frente aos preços pouco atrativos. Outras, por sua vez, até venderam, mas a valores mais baixos, especialmente quando a negociação envolvia volumes maiores”, segundo a análise.

Do lado da demanda, as vendas na ponta varejista vêm registrando “crescimento tímido”, disse o Cepea, citando um movimento que é corroborado pelos números preliminares das vendas de junho de 2026 apuradas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Fonte: forbes.com.br