Corte de ICMS, economia americana em desaceleração e Petrobras concentram atenção do mercado

Área: Fiscal Publicado em 06/06/2022 | Atualizado em 23/10/2023 Imagem coluna Foto: Divulgação
Com a inflação bombando, e fonte de graves preocupações para o governo em ano eleitoral, o mercado financeiro por aqui acompanha com atenção a votação na Câmara dos Deputados de um projeto de lei para cortar o ICMS dos combustíveis e energia elétrica.

O projeto do deputado Danilo Forte (União Brasil-CE) classifica combustíveis e energia elétrica como serviços essenciais, o que proíbe os estados de cobrarem alíquota de ICMS superior à padrão, que varia de 17% a 18%. Hoje, esses serviços são classificados como supérfluos e, por isso, a alíquota é maior — em alguns estados, chega a até 34%. A redução, disse Forte, pode diminuir o preço da gasolina entre 9% e 12% e da energia em 11%.

Reportagem do Valor Econômico de hoje mostra que governadores e prefeitos tentam mobilizar os deputados contra a proposta, mas até a oposição avalia apoiar o projeto para não ficar contra uma possível redução de custos e impostos para a população.

Além disso, os investidores globais devem esmiuçar a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), que será divulgada às 15h (de Brasília), em busca de mais sinais sobre a trajetória das taxas de juros nos Estados Unidos, onde a inflação levanta preocupações sobre seu efeito no crescimento econômico.

Muitos bancos de investimento, como o Bank of America, vêm alertando o mercado sobre o risco crescente de estagflação da economia americana.

Protagonista do noticiário econômico ontem, a troca de comando na Petrobras segue sendo observada de perto pelos investidores. Com o terceiro presidente da estatal a ser demitido do cargo em pouco mais de um ano, especialistas ouvidos pelo Valor avaliam que há espaço para abuso de poder de controle ainda que o sistema de governança da empresa tenha se aperfeiçoado nos últimos anos.
O conselho de administração da Petrobras reúne-se hoje para discutir a troca no comando da companhia. José Mauro Coelho deve permanecer no cargo até assembleia geral extraordinária, que será convocada pelo conselho.

Bolsas internacionais

Os preços do petróleo são negociados em alta, ensaiando uma recuperação das perdas da véspera, com os investidores atentos aos prognósticos em relação às condições mais apertadas de oferta e de demanda mais forte pela commodity.

As principais bolsas asiáticas encerraram a sessão em alta, exceto Tóquio, com os investidores descolando-se da forte pressão vendedora vinda dos mercados acionários em Nova York, enquanto aguardam a divulgação da ata da reunião de maio do Federal Reserve.

O índice japonês Nikkei 225 caiu 0,26%. Em Seul, na Coreia do Sul, o índice Kospi teve alta de 0,44%. Na China, Xangai avançou 1,19%, e Hong Kong teve alta de 0,29%. A Bolsa de Sydney teve alta de 0,37%, enquanto a da Nova Zelândia caiu 0,65%. Cingapura (-0,48%) e Indonésia (-0,44%) também recuaram.

Agenda
O Departamento do Comércio dos EUA divulga às 9h30o dado de encomendas de bens duráveis de abril. A leitura anterior foi de aumento de 0,8%, com expectativa de alta de 0,6%, na margem. A Administração de Informações de Energia (EIA, sigla em inglês) dos EUA expõe, às 11h30, os estoques semanais de petróleo e derivados nos EUA na semana até 20 de maio.

A integrante do conselho do Federal Reserve (Fed) Lael Brainard profere discurso às 13h15 (de Brasília). O Federal Reserve revela, às 15h (de Brasília), a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), dias 3 e 4 de maio.

Empresas

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM ) absolveu 13 conselheiros de administração da Klabin em caso relacionado ao pagamento de royalties por uso da marca Klabin e suas derivadas às famílias controladoras. A decisão foi unânime e o relator do processo foi o presidente Marcelo Barbosa.

O Citi cortou o preço-alvo de Intelbras de R$ 40 para R$ 36, potencial de alta de 28,6% sobre o fechamento de ontem, reiterando recomendação de compra. O banco revisou estimativas para a companhia e assume um maior custo de capital em meio a alta nas taxas de juros.

XP inicia cobertura de Mater Dei com recomendação de compra e preço-alvo em R$ 16.

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