Combustível ameaça queda da inflação
Área: Fiscal Publicado em 12/06/2023 | Atualizado em 23/10/2023
Foto: Divulgação Mudança no imposto eleva preço da gasolina em julho
A boa notícia da queda da inflação fica sob risco de não se repetir devido à alta dos combustíveis em junho. Isso, não pela pressão de mercado, mas por um problema que insiste afetar a vida dos brasileiros: os impostos.
Uma pesquisa realizada pela empresa Ticket Log até o dia 5 de junho identificou um aumento médio de 2,33% no preço dos combustíveis em todo o país após a nova regra de incidência do ICMS. Desde o dia 1º, em vez de alíquotas definidas localmente, passou a valer um recolhimento fixo e uniforme de R$ 1,22 sobre o litro.
Em Belo Horizonte, por exemplo – onde se esperava que o litro da gasolina ficasse R$ 0,24 –, a nova alíquota representou uma alta de até R$ 0,40 por litro. Isso significa um gasto adicional de R$ 22, em média, a cada vez que o motorista for encher o tanque do carro.
A alta contraria a tendência de normalização dos custos com transporte após o relaxamento das restrições com a pandemia. Outro estudo, os indicadores de mobilidade da Valoe/Fipe, mostrou que no primeiro trimestre deste ano, o peso da gasolina no orçamento familiar caiu para 5,9%, retornando ao patamar pré-pandemia.
A tendência também já havia sido detectada no IPCA de maio, divulgado pelo IBGE, na quarta-feira. O índice de 2,32% – 0,38 ponto percentual abaixo da inflação de abril – foi puxado em grande parte pelos gastos com transporte e combustíveis, que recuaram 0,57% no período.
Agora, impulsionados pela pressão dos impostos, os preços podem gerar efeito contrário na inflação de junho.
A revisão do ICMS mirou a chamada “guerra fiscal” entre os Estados, mas acabou acertando os bolsos das famílias em todo o país.
A questão tributária é um problema histórico e grave, e o Brasil não pode ficar refém de soluções pontuais que provocam efeitos sistêmicos. Por isso, é preciso que Executivo e Legislativo encarem com seriedade o momento de apreciação da reforma tributária.
Os contribuintes sentem no bolso as décadas de remendos e soluções tempestivas que precisam ter um fim. E o momento é agora.
Fonte: O tempo NULL Fonte: NULL
A boa notícia da queda da inflação fica sob risco de não se repetir devido à alta dos combustíveis em junho. Isso, não pela pressão de mercado, mas por um problema que insiste afetar a vida dos brasileiros: os impostos.
Uma pesquisa realizada pela empresa Ticket Log até o dia 5 de junho identificou um aumento médio de 2,33% no preço dos combustíveis em todo o país após a nova regra de incidência do ICMS. Desde o dia 1º, em vez de alíquotas definidas localmente, passou a valer um recolhimento fixo e uniforme de R$ 1,22 sobre o litro.
Em Belo Horizonte, por exemplo – onde se esperava que o litro da gasolina ficasse R$ 0,24 –, a nova alíquota representou uma alta de até R$ 0,40 por litro. Isso significa um gasto adicional de R$ 22, em média, a cada vez que o motorista for encher o tanque do carro.
A alta contraria a tendência de normalização dos custos com transporte após o relaxamento das restrições com a pandemia. Outro estudo, os indicadores de mobilidade da Valoe/Fipe, mostrou que no primeiro trimestre deste ano, o peso da gasolina no orçamento familiar caiu para 5,9%, retornando ao patamar pré-pandemia.
A tendência também já havia sido detectada no IPCA de maio, divulgado pelo IBGE, na quarta-feira. O índice de 2,32% – 0,38 ponto percentual abaixo da inflação de abril – foi puxado em grande parte pelos gastos com transporte e combustíveis, que recuaram 0,57% no período.
Agora, impulsionados pela pressão dos impostos, os preços podem gerar efeito contrário na inflação de junho.
A revisão do ICMS mirou a chamada “guerra fiscal” entre os Estados, mas acabou acertando os bolsos das famílias em todo o país.
A questão tributária é um problema histórico e grave, e o Brasil não pode ficar refém de soluções pontuais que provocam efeitos sistêmicos. Por isso, é preciso que Executivo e Legislativo encarem com seriedade o momento de apreciação da reforma tributária.
Os contribuintes sentem no bolso as décadas de remendos e soluções tempestivas que precisam ter um fim. E o momento é agora.
Fonte: O tempo NULL Fonte: NULL